Processo de pintura do quadro Serra da Capivara
Este trabalho faz parte do projeto artístico Horizontes, baseado em paisagens e estudos realizados ao longo do ano de 2025.
Andrea Portela
1/30/20262 min read


Sobre a pintura Serra da Capivara
Serra da Capivara, 2025. Acrílica sobre tela, 86X110 cm.
O tema
A pintura faz reverência a Niede Guidon (1933-2025), arqueóloga cujos estudos no interior do Piauí contribuíram para a criação do Parque Nacional da Serra da Capivara, local com o maior número de sítios arqueológicos das Américas. E hoje abriga o Museu do Homem e o Museu da Natureza. Guidon partiu em junho de 2025. Seus estudos trouxeram novas teorias sobre o povoamento do continente. Além da carreira premiada, deixou o reconhecimento do mundo científico e da população local, cujas vidas foram transformadas por suas iniciativas e dedicação. As belas paisagens do Parque, com suas pinturas rupestres convocaram as cores e a atmosfera para a criação da pintura que busca eternizar a memória dessa grande mulher.
Sobre o processo de criação
Tudo começa em janeiro do ano de 2019, quando eu e minha família visitamos a Serra da Capivara, no Piauí, Brasil. Um local memorável e que transforma nossa forma de pensar sobre a História das Américas. Uma bela experiência que levamos pra vida.
Fomos guiados por Wilk Amorim Lopes, um dos melhores guias do local.
Dados técnicos da obra
Composição formada por triângulos e cunhas. Esse trabalho exigiu atenção sobre elementos como ritmo (em repetição de linhas paralelas), simetria (continuidade das linhas verticais) e profundidade (em cores escuras nas divisões), para destacar as formações naturais da Serra da Capivara.
Explorei as cores das inscrições rupestres para brincar com os elementos da paisagem com uso limitado de cores e para gerar contraste e semelhança (pontos em vermelho).
As formas ficaram divididas em blocos e os planos mais sutis. Volumes diferentes formam a perspectiva.
Ao centro, algumas luzes ajudam a definir alguns pontos de fuga para a identificação dos planos e a proximidade.
Se nos concentrarmos nas partes escuras, temos outra composição (figura-fundo).
Abaixo, o desenho se esmaece, explorando as noções de continuidade e fechamento.
E aí, gostou?
Mande sua mensagem se gostou e tem interesse em saber mais sobre essa pintura.










