Entre Gestos e Conceitos: algumas linhas de continuidade

Performatividade, corpo e continuidade conceitual em meu trabalho artístico

Andrea Portela

6/16/20262 min read

O texto “Dimensões artísticas do vestir: performatividade e cotidiano” de Andrea Portela (2010) analisa o ato de vestir como prática performativa, e essa reflexão dialoga diretamente com sua produção atual, que continua explorando corpo, a subjetividade e a arte como experiência expandida. A obra recente mantém a mesma inquietação: como o cotidiano pode ser transfigurado em gesto artístico e como o corpo se torna suporte de expressão.

Sobre o Texto: Dimensões artísticas do vestir

É resultado da Pesquisa de mestrado em Estudos de Cultura Contemporânea (UFMT, 2010). O eixo central foi o vestir como prática performativa, não apenas funcional. O método, a observação de artistas e pessoas comuns, destacando o cotidiano como espaço de criação.

Questões-chave:

  • O papel da moda como linguagem artística.

  • A relação entre corpo, objetos e gestos.

  • A nudez como parte integrante do processo vestimentar.

  • A fusão entre arte e vida, especialmente a partir das rupturas dos anos 1960-70.

Hoje resolvi revisitar esse trabalho para tentar entender se há uma relação possível com minha pintura.

Quando penso na minha trajetória, percebo que o texto “Dimensões artísticas do vestir: performatividade e cotidiano” (2010) foi um marco que abriu caminhos para o meu olhar e que faz parte do que venho produzindo hoje. Ali eu mostrava que vestir não é apenas cobrir o corpo, mas um gesto carregado de presença, memória e construção de si. Cada peça de roupa, cada movimento de colocar ou retirar, é uma performance que revela quem somos e como nos relacionamos com o mundo.

Na minha obra atual, essa reflexão aparece como expansão. O cotidiano continua sendo matéria-prima estética: o espaço doméstico, os objetos comuns, os gestos repetidos. Tudo isso se transforma em arte quando é atravessado pela consciência da performatividade. O corpo permanece como palco, mas agora dialoga com outras dimensões — o silêncio, a ausência, a memória coletiva.

O que antes era uma pesquisa acadêmica sobre o vestir, hoje se manifesta em práticas visuais que exploram os limites da forma e da percepção. Eu sigo acreditando que arte e vida não estão separadas. O cotidiano é o lugar onde a arte acontece, e o corpo é o território onde essa experiência se inscreve.

Você consegue perceber essa aproximação e enxerga essa conexão em meus trabalhos? Que tal me enviar sua mensagem pelas redes sociais?

@andreaportela.art

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